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sábado, 17 de julho de 2010

Vai permanecer pra sempre.

No meu coração na minha alma, o AMOR ainda é algo irreal em mim, mas, quero te dar todo o amor que há no mundo.
Quero continuar sendo o seu amor pra sempre ! Isso que eu sinto é um amor inexplicável, e eu posso dizer com toda a certeza do mundo, que nunca senti por ninguém. Não me pergunte por que eu te amo tanto, por eu não vou saber responder. Só quero te mostrar as coisas que há dentro de mim, só quero olhar para o céu , e gritar ao mundo inteiro EU TE AMO. Me desculpe se eu não consigo dizer muitas coisas, mais uma coisa eu tenho certeza: meu amor por você vai permanecer pra sempre dentro de mim. Não há nada nem ninguém que possa muda isso.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Outro fim

Não sei o que pensar, não sei o que dizer. Não vou mas pedir pra você ficar. Queria te convencer, mas isso não dá certo. Agora estou tentando entender. Eu sei que isso vai além de nós, esperei você mudar. E acreditei na sua "mudança repentina". Eu sei que tudo vai passar, finjo que estou bem. E não te peço pra ficar, mas não quero que vá. Estou confusa e sem razão, distante e perto demais. São tantas coisas pra lembrar...
Queria encontrar outro fim pra fazer você enxergar que em mim, ainda há muito de você.
Não quero mas lembrar, isso me deixa muito confusa.
Não vou mas tentar te convencer, isso também me deixa muito confusa.
Não vou mas chorar, isso me mata.
Não quero morrer, sou muito jovem pra isso.
Por isso não vou me desgastar e nem desgastar nós dois.

domingo, 11 de julho de 2010

Jogo.

Já passei da fase de rebelde sem causa ou daquela em que rogamos praga no mundo e ficamos tristes por qualquer coisa. A pizza esfriou? Choro. O esmalte borrou? Choro. Ele ainda não ligou? Choro. Pois é, falando assim parece mentira, mas quando estamos tristes, tudo ao redor parece não dar certo. Eu estou assim, quer dizer, estava assim. Triste por tudo e nada ao mesmo tempo. Lamentando o fato das coisas darem tão errado, de ainda não poder estar onde eu queria estar e de não desejar ninguém que esteja comigo onde eu deveria estar. Mas hoje foi diferente, hoje o mundo resolveu me dar um tapa na cara e dizer: Acorda! É só eu andar de ônibus para viajar quilômetros de distância em pensamento, e realizar todos os meus desejos, visitar todos os lugares e viver todos os amores, por isso geralmente sou alheia a tudo o que acontece a minha volta. Mas hoje, mesmo com o som do MP3 no último volume, mesmo com todas aquelas pessoas falando, eu vi um senhor correndo. Magro, muitas rugas, cabelos grisalhos. Por um momento pensei que o motorista não o esperaria e foi justamente ai, que comecei a ver com clareza. Após ter corrido alguns metros, ele entrou no ônibus cansado, mas sorrindo, pegou o RG, mostrou ao cobrador e sentou. Eu continuei observando, me perguntando quem era e o que fizera em toda sua vida. Estaria ele satisfeito com as suas conquistas? Ou será que ele guarda muitas mágoas? De repente comecei a pensar em como eu estava conduzindo a minha vida. Será que perdemos muito tempo lamentando nossas perdas ao invés de lutarmos por dias melhores? Será que lutamos tanto por dias melhores que nos esquecemos de dar valor as pequenas coisas, aos pequenos prazeres da vida? Certamente me lamentarei por der dado muita importância aquele cara que me deu um apelido ridículo quando eu estava na quinta série e que me fez chorar dias e não sair de casa durante meses, na verdade anos. Me lamentarei por ter acreditado que só amor não basta ou por ter me olhado demais no espelho quando eu poderia estar lá fora, me amando incondicionalmente. Lembrei daquela música que diz: “Devia ter complicado menos, trabalhado menos. Ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos, com problemas pequenos. Ter morrido de amor…” Deveria e vou. No fim das contas a vida é um jogo, onde todos fazem apostas que podem dar certo ou não, a única certeza que tenho é de que quanto mais tempo passamos lamentando o que deu errado, mais demoraremos a voltar ao jogo. Não quero ser aquele tipo de pessoa que joga cautelosamente, com medo de errar. Aconselho que façam o mesmo, afinal, o prêmio de quem aposta baixo, é igualmente baixo.

Por Jack :)

Pseudo-platônico

Coração na boca, mãos suadas, respiração intensa, o clichê de sempre: você está apaixonada. Só que dessa vez é por alguém que mal sabe da sua existência, o chamado amor platônico. Acontece andando na rua, num lance de escada, saindo do ônibus. É olhar para o lado e ver que tem alguém te olhando, mas não do jeito que você olhou. Alguns segundos bastam pra você cair de amores, procurar tudo sobre ele na Internet, investigar a vida pessoal. Eis que você o acha no orkut, e vocês começam a conversar. Vocês viram amigos. Eu chamaria isso de pseudo-amor-platônico, já que na maioria desses amores o cara nem sabe que você existe. E como há uma amizade entre vocês, eu diria que mais da metade do caminho já está andado. Mas você quer ficar parada. A questão é que, como num bom amor platônico (ou pseudo-platônico) que se preze, ele não faz a mínima idéia de que você gosta dele. É nessa hora que aparece a dificuldade de amar. A relação de amizade é tão bonita a ponto de você ter medo do que sente. É difícil olhar nos olhos dele e ter que escutar com quem ele passou noite passada. É pior não escutar. Com isso, o que era pra ser uma relação saudável e primeiro passo para um namoro sincero, começa a ser assombrado pelo fantasma da indecisão, que é a amizade, amor, medo e dificuldade em uma palavra só. Isso tudo implica para um afastamento inevitável entre vocês – que no fim você verá que foi saudável. As conversas diminuem e as promessas de “vamos combinar alguma coisa” não vingam. Nunca vingam. O amor vai sumindo, sumindo, sumindo. Vira um grão de açúcar no seu coração amargo. E, magicamente (na teoria), você desencanta. Isso é algo tão natural que seria uma grosseria eu dar qualquer conselho nesse texto. Porque você sempre (re)começa a querer outras coisas, outros caras. Lembra de tudo com carinho, mas prefere do jeito que ficou. Porque você sabe que, apesar de tudo, não passava da menina que ele viu saindo do ônibus certa vez.

Pela primeira vez.

Eu me nutria do seu amor. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.

Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até aquela noite. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esses tempos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te observar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
Por Tati Bernardi